O diretor da escola estadual repetiu o ritual de toda sexta-feira e retirou as cartas dos alunos da caixa de sugestões/reclamações que havia ao lado de seu escritório. Parte do hábito era utilizar os minutos finais de seu almoço para lê-las, já que normalmente não haviam muitas. Ele se espantou ao destrancar a urna e ver que o volume de papel desta vez era o maior com o qual já se deparara.
Começou a ler as cartas de pronto para descobrir se o assunto delas era o mesmo. Não era estranho receber reclamações, mas estas costumavam acontecer pessoalmente, de pais preocupados ou de professores, durante as reuniões semanais.





