Artigo | Aquele 1% de inspiração

Por: Michel Costa

Quando um livro de ficção chega às mãos do leitor, uma pergunta costuma ser inerente à história: de onde surgiu essa ideia? Sem dúvida, uma obra de ficção evoca questões que fogem de simples regras gramaticais ou referências bibliográficas. Existe algo invisível, nascido da imaginação de alguém, e, quanto mais criativo e envolvente, mais cativante se torna aos olhos do público. No entanto, a maioria das pessoas não sabe que esse mesmo texto permeado de inspiração segue uma estrutura muito bem pensada e definida na qual pouca coisa nasce do mero improviso.

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Artigo | A Hora Certa de Publicar

Por: Camila Servello Aguirre

Recentemente li um romance de uma escritora jovem, adolescente, que nem atingiu a maioridade. Não irei citar nomes, pois não quero que as minhas palavras sejam tomadas como crítica. O que quero é abrir a discussão sobre a hora certa de publicar. Quando uma ideia se torna história e posteriormente livro? E mais, quando escrever deixa de ser hobby e deve ser encarado como profissão? Continuar lendo “Artigo | A Hora Certa de Publicar”

Artigo | Depression Quest

Por: Dyego Alekssander Maas

Se alguém ao seu lado estivesse passando por um episódio de depressão, você saberia dizer, com certeza, que esse é o caso? Saberia identificar os sintomas? Para muitas pessoas a resposta é não, e isso pode significar perder a oportunidade de ajudar alguém em necessidade. E é aí que entra o Depression Quest.

O objetivo dos desenvolvedores do jogo é duplo. Primeiro, ilustrar da forma mais clara possível com o que a depressão se parece, habilitando pessoas que nunca sofreram de depressão a entendê-la melhor. Segundo, fazer uma simulação tão real da depressão quanto possível, de modo que sofredores da doença venham a saber que não estão sozinhos, provendo assim algum conforto para essas pessoas. Continuar lendo “Artigo | Depression Quest”

Artigo | A culpa é minha e eu a coloco em quem eu quiser

Por: Michel Costa

Ao se deparar com as inúmeras críticas recebidas pelo filme Batman vs Superman, o diretor Zack Snyder não teve dúvidas na hora de apontar a razão para o blockbuster baseado nos dois maiores ícones da DC Comics ter ficado aquém das expectativas: “A principal coisa que aprendi foi que as pessoas não gostam de ver seus heróis serem desconstruídos. É difícil porque são personagens com os quais crescemos e com os quais nos acostumamos. Gostamos de vê-los em toda a sua glória”, afirmou durante as filmagens de Liga da Justiça.

Por sua vez, após amargar decepções cinematográficas como a adaptação do anime Speed Racer e, posteriormente, com O Destino de Júpiter, as irmãs Wachowski escolheram o mercado – “a indústria hoje está vivendo da criação de produtos, não de arte.” – e o público – “voltamos a ser crianças que querem a mesma história de ninar todos os dias, de novo e de novo.” – como motivos para os fracassos. Continuar lendo “Artigo | A culpa é minha e eu a coloco em quem eu quiser”

Artigo | Distopias Incríveis

Por: Michel Costa

Antes de iniciar a leitura de um romance fantástico, o leitor estabelece um acordo tácito com o escritor: ele se dispõe a acreditar que quaisquer eventos ou personagens são possíveis desde que o escritor estabeleça regras tornando aquele universo crível dentro do proposto. Trata-se de um pacto que, se quebrado, dificilmente poderá ser restaurado. Continuar lendo “Artigo | Distopias Incríveis”

Artigo | O trabalho sanguinolento e visceral do escritor

Por: Camila Servello Aguirre

No Brasil, ser escritor é narrar histórias escritas com o próprio sangue, direto do pulso.

Li algo parecido quando iniciei minha carreira de escritora. Na época, fiquei maravilhada com esses dizeres. Era simplesmente poético. Teria tatuado facilmente, gravando esta frase para sempre na pele. Um pouco exagerado realmente, mas até hoje considero uma das maiores verdades sobre a vida de autor nacional. Continuar lendo “Artigo | O trabalho sanguinolento e visceral do escritor”

Artigo | O leitor, o escritor e o texto

Por: Rodrigo Chama

O que é metalinguagem? Se você ficou em dúvida ou não sabe, resista à vontade de abrir outra janela e consultar o Google. A verdade da metalinguagem não está lá fora. Esta é sua principal característica: A linguagem apontando para si mesma. Literatura, Música, Pintura, Cinema. Todas as formas de arte usam e abusam da autoreferenciação, tornando o código mais complexo.  O título deste artigo é uma singela homenagem a um clássico do western europeu “O bom, o mau e o feio”, de Sérgio Leone. Verá que os papéis de recepção e emissão são constantemente alterados para a construção do leitor, do escritor e do texto. Continuar lendo “Artigo | O leitor, o escritor e o texto”