Resenha | Jantar Secreto

Raphael Montes é um escritor jovem, mas que já provou sua competência e habilidade na escrita. Ele trouxe uma nova brisa ao gênero policial do país, desde o seu primeiro livro “Suicidas” (Benvirá, 2012). Seu mais recente romance, “Jantar Secreto”, publicado pela Companhia das Letras em 2017, é a consolidação de sua escrita dentro da literatura nacional. Continuar lendo “Resenha | Jantar Secreto”

Resenha | O Casamento

Por muito tempo, o romance policial no Brasil era marginalizado, por seu caráter de entretenimento. Felizmente, escritores como Jô Soares, Rubem Fonseca, Tony Bellotto e Raphael Montes, têm mudado esse cenário mostrando a força desse tipo de obra. Victor Bonini está em seu segundo livro e também entra para a lista dos que estão revolucionando o gênero. Continuar lendo “Resenha | O Casamento”

Resenha | A Fortaleza: Mundo Sombrio

A ameaça de uma guerra nuclear paira sobre a cabeça da humanidade desde o final da década de 1940. Não é à toa que esse medo tem suscitado especulações e levado escritores e cineastas a contarem as mais variadas histórias com essa premissa. O fim do mundo como conhecemos, distorcido, cheio de autoritarismo e altamente corruptível, têm rendido várias distopias de sucesso nos últimos anos. Séries como “Jogos Vorazes” e “Divergente” arrebataram leitores no mundo inteiro e chegaram a Hollywood. Embora o tema seja universal, ainda falta encontrar uma distopia acontecendo aqui, em terras tupiniquins. Bem, faltava.

“A Fortaleza – Mundo Sombrio”, escrito pela Day Fernandes é uma distopia com pitadas de ficção científica que se desenrola no Brasil. É muito bom poder se deparar com uma escritora nacional escrevendo esse gênero.

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Resenha | Livrinho da Silva

Uma grata surpresa. É assim que definiria minha experiência de leitura de Livrinho da Silva, do autor Aldenor Pimentel. A obra, publicada pela Editora Catarse, em 2017, é uma coletânea com mais de vinte contos em torno do universo da leitura, da figura do escritor e da experiência da escrita. O título faz uma brincadeira com aquele que lê o livro e se sente livre, além do fato de ser um livro pequeno, que cabe no bolso – uma forma carinhosa de se referir a ele. Continuar lendo “Resenha | Livrinho da Silva”

Resenha | Um Martini com o Diabo

Já dizia o velho ditado “nunca julgue um livro pela capa”. Devo confessar que foi exatamente o que fiz quando me deparei com “Um Martini com o Diabo”. Na verdade, não foi a capa que chamou tanto a minha atenção, mas sim o título. Pensei “este é o meu tipo de livro”. E contrariando o ditado, acertei em minha escolha.

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Resenha | A Longa Viagem a um Pequeno Planeta Hostil

O romance de estreia de Becky Chambers é uma leitura muito gostosa e revigorante. A obra é a primeira de uma trilogia ambientada no universo Galactic Commons. A Longa Viagem a um Pequeno Planeta Hostil (The Long Way to a Small, Angry Planet, no original em inglês) foi originalmente auto-publicada em 2014 em formato digital, após o sucesso de uma tímida campanha no Kickstarter que recebeu o apoio de 53 fãs. Pouco tempo depois foi republicada no Reino Unido pela Hodder & Stoughton. O livro ainda foi um dos finalistas do Arthur C. Clarke Award de 2016. Em 2017, a Darkside Books trouxe o livro para o Brasil numa edição impecável com o capricho costumeiro da editora.

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Resenha | Eu Vejo Kate: O Despertar de um Serial Killer

“Eu Vejo Kate: O Despertar de um Serial Killer” é um thriller psicológico, da autora Claudia Lemes, publicado pela Editora Empíreo, e uma leitura surpreendente.

Na história, a protagonista que dá nome ao livro, Kate, é uma escritora determinada, com um comportamento autodestrutivo, que decide escrever a biografia sobre o serial killer do momento: Nathan Bardel. Nascido na mesma cidade que ela, o assassino foi preso, condenado e executado por seus doze crimes. E, mesmo após um ano da morte de Nathan, Kate quer entendê-lo e se torna obcecada por ele. Ela conhece suas vítimas, seus métodos e tem um acervo de pistas digno de uma investigadora profissional.

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Resenha | Jogador Nº1

Adaptado para o cinema por ninguém menos que Steven Spielberg, “Jogador Nº1” (Editora Leya, 2015, com tradução de Carolina Caires Coelho) não é uma história convencional. Para começar, poucas obras foram capazes de reunir tantas referências à cultura pop de maneira tão orgânica quanto o romance de Ernest Cline. Em 464 páginas, o autor estadunidense conduz o leitor através de uma jornada pelo imaginário nerd com foco especial nos anos 1980.

Outro aspecto que chama a atenção é que, ainda no prólogo, Cline estabelece para o público que o protagonista, o jovem Wade Watts, alcançou parte de seu objetivo. E não é difícil para o leitor mais atento perceber que o herói teve êxito em sua missão. No entanto, apesar dessa revelação, a narrativa fisga o leitor com uma questão simples: como diabos ele conseguiu?

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Resenha | Ghost Talkers

É uma pena que Mary Robinette Kowal nunca tenha sido publicada no Brasil. A autora de Ghost Talkers – objeto desta resenha – percorreu uma trajetória um tanto peculiar. Mary começou sua jornada profissional como marionetista, profissão que mantém até hoje através da própria produtora, atuando em produções como Os Muppets. Mais tarde, começou a escrever ficção e desde então esta é sua principal ocupação. Além disso, ela também é narradora de jogos e audiolivros, incluindo obras de autores como John Scalzi e Neal Stephenson, além, é claro, das próprias obras.

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Mary Robinette Kowal. Fevereiro de 2012. Fonte: Goodreads.

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Resenha | Vidas Muito Boas

Antes de tudo, é preciso dizer que “Vidas Muito Boas” (Editora Rocco, 80 páginas com tradução de Rita Vynagre) não é um novo romance de J.K. Rowling. Trata-se, na verdade, da transcrição do discurso da autora como paraninfa na Universidade de Harvard em 2008. Inclusive, o texto foi escrito em primeira pessoa, voz narrativa que Rowling não costuma usar em seus livros. Porém, não se deixe enganar, pois se trata de uma obra tão inspiradora quanto qualquer aventura contada pela criadora de Harry Potter.

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