Resenha | Harry Potter e a Criança Amaldiçoada

[ALERTA DE SPOILERS]

“Harry Potter e a Criança Amaldiçoada” foi lançado mundialmente no dia 31 de julho deste ano, data que também celebrou o aniversário do protagonista Harry Potter e de sua criadora, J. K. Rowling. O livro traz a história de Harry, Rony e Hermione anos após a Batalha de Hogwarts, quando Voldemort fora finalmente derrotado. Mas, desta vez, eles não são os protagonistas, ao menos no começo. Nesta nova obra, acompanhamos as aventuras (e desventuras) vividas por uma nova geração de personagens.

A trama gira em torno de Albus Potter, filho de Harry e Gina, e sua relação complicada com o pai. Ao ser o único da família a ser escolhido para entrar na Casa Sonserina em seu primeiro ano em Hogwarts, Albus se sente deslocado e incapaz de viver à sombra da glória conquistada por Harry. Ao longo dos anos, o garoto se torna cada vez mais amargurado por não corresponder às expectativas depositadas nele e se afasta de todos que se importam com ele, menos de seu melhor amigo, Scorpius Malfoy, filho de Draco Malfoy e também membro da Sonserina. Continuar lendo “Resenha | Harry Potter e a Criança Amaldiçoada”

Resenha | Vocação para o Mal

J.K. Rowling acertou mais uma vez. Ou melhor, Robert Galbraith, pseudônimo menos famoso por trás da obra. Vocação para o Mal (Rocco, 2016) é a continuação perfeita para as histórias de Cormoran Strike e dá sequência à saga iniciada com O Chamado do Cuco (Rocco, 2014) e sucedida por O Bicho-da-Seda (Rocco, 2015), estabelecendo com mais força o cânone do detetive inglês.

Nesta aventura, Strike se vê diante de um novo e instigante caso quando Robin Ellacott, sua assistente, é destinatária de uma caixa contendo uma perna feminina decepada. Para espanto da dupla de investigadores, o membro solitário vem acompanhado de um bilhete com a estrofe final de uma canção do Blue Öyster Cult, curiosamente, a banda preferida da falecida mãe de Strike, a super groupie Leda. Continuar lendo “Resenha | Vocação para o Mal”

Artigo | Distopias Incríveis

Antes de iniciar a leitura de um romance fantástico, o leitor estabelece um acordo tácito com o escritor: ele se dispõe a acreditar que quaisquer eventos ou personagens são possíveis desde que o escritor estabeleça regras tornando aquele universo crível dentro do proposto. Trata-se de um pacto que, se quebrado, dificilmente poderá ser restaurado. Continuar lendo “Artigo | Distopias Incríveis”