O viajante já estava caminhando há três dias e três noites. Seus pés doíam, sua cabeça latejava. Sentia fome e acreditava que seria capaz de comer os próprios dedos se não encontrasse alimento nas próximas horas.
A chuva respingava em seu rosto e trazia pelo menos algum alívio no calvário. Precisava de um abrigo para deixar suas coisas e partir para a caça. Encontrou uma caverna. Deparou-se com uma entrada colossal, com metros de altura e largura. Com cautela, adentrou a abertura. Sua tocha iluminava pouco, mas o suficiente para ele ter a certeza de que alguém já havia passado por lá antes. Poucos metros depois começou a vislumbrar os cadáveres. Os mortos ali jaziam com uma expressão de completo horror em seus rostos. Agonia congelada em uma expressão facial que perduraria pela eternidade. Continuar lendo “Conto | O homem, a caverna e o grande truque”


