Resenha | Armada

Por: Michel Costa

Uma viagem pela cultura pop. Esta talvez seja a melhor definição para o estilo do escritor Ernest Cline. Fanático por ficção científica e games, Cline, assim como o diretor Quentin Tarantino, trabalhou em sua juventude como atendente em uma locadora de vídeos e teve acesso a uma infinidade de filmes que ajudou a moldar sua base autoral. Em boa parte, o que vemos nas 432 páginas de Armada (Leya, 2015) é uma compilação de filmes, séries, jogos e músicas que fizeram sucesso dos anos 1960 até os dias atuais.

Em termos narrativos, o autor repete em Armada o ponto de vista adotado em Jogador Nº 1, seu primeiro best-seller. A história é narrada em primeira pessoa e o leitor é levado a mergulhar no interior do protagonista, conhecendo seus sonhos e temores. Contudo, ao contrário de Jogador Nº 1 onde o personagem principal oferece o desfecho da aventura no prólogo e passa a contar como tudo aconteceu, em Armada os acontecimentos seguem uma linha do tempo mais tradicional. Continuar lendo “Resenha | Armada”

Resenha | Vocação para o Mal

Por: Michel Costa

J.K. Rowling acertou mais uma vez. Ou melhor, Robert Galbraith, pseudônimo menos famoso por trás da obra. Vocação para o Mal (Rocco, 2016) é a continuação perfeita para as histórias de Cormoran Strike e dá sequência à saga iniciada com O Chamado do Cuco (Rocco, 2014) e sucedida por O Bicho-da-Seda (Rocco, 2015), estabelecendo com mais força o cânone do detetive inglês.

Nesta aventura, Strike se vê diante de um novo e instigante caso quando Robin Ellacott, sua assistente, é destinatária de uma caixa contendo uma perna feminina decepada. Para espanto da dupla de investigadores, o membro solitário vem acompanhado de um bilhete com a estrofe final de uma canção do Blue Öyster Cult, curiosamente, a banda preferida da falecida mãe de Strike, a super groupie Leda. Continuar lendo “Resenha | Vocação para o Mal”

Resenha | Caçadores de Trolls

Por: Michel Costa

Os fãs de Guillermo Del Toro atraídos pelo nome do mexicano impresso na capa de Caçadores de Trolls (Intrínseca, 2015), provavelmente, não lamentarão o que irão encontrar. As 340 páginas da obra assinada em parceria com o premiado autor estadunidense, Daniel Kraus, traduzem toda a fantasia presente na filmografia do diretor: um conto de fadas com boas pitadas de sangue, humor ácido, fuga da realidade. Está tudo lá. Mas vai além. Continuar lendo “Resenha | Caçadores de Trolls”