12 QUADRINHOS COM PROTAGONISMO FEMININO

Por muito tempo acreditou-se que quadrinho era coisa de homem. Não é e nunca foi. Por mais que ainda seja uma mídia (outra) em que as mulheres precisem lutar para ganhar espaço, existem muitas obras incríveis ressaltando o protagonismo feminino. São histórias de aventura, drama, fantasia e ficção científica recheadas de personagens – garotas e mulheres – com bastante personalidade e que vieram nos mostrar que o mundo é nosso também.

Montei uma lista com 12 quadrinhos que nos apresentam personagens femininas como protagonistas. São histórias que li recentemente, apenas um pequeno exemplo de tantas obras incríveis disponíveis por aí, então muita coisa bacana ficou de fora.

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Resenha | Saga

(O texto abaixo não contém spoilers)

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A história de amor de Romeu e Julieta teve um fim trágico, mas como teria sido a vida de ambos, caso continuassem vivos? Será que o amor deles venceria tudo? Saga, de Brian K. Vaughan (obrigado por ter feito “Fugitivos”) e Fiona Staples é um Romeu e Julieta no qual os personagens decidem continuar seu amor e viajar por um universo “parecido” com o de Star Wars. OK, esse é um jeito muito raso para definir “Saga”, mas fica comigo que já explico porquê esse quadrinho é uma das melhores e mais apaixonantes obras dos últimos anos.

No quadrinho, acompanhamos a história de Marko e Alana, dois soldados em lados opostos de uma guerra que já dura tanto tempo que nenhum dos lados lembra o real motivo dela ter começado, porém, ambos os lados compartilham um ódio mútuo. Apesar da baixa probabilidade, Marko e Alana se apaixonam, fogem juntos e tem uma filha. Atrás deles, a fúria de dois exércitos que temem o que a união do casal e o fruto desse relacionamento representa para a guerra.

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Resenha | Daytripper

Dificilmente você encontrará algo que trate de uma maneira tão sutil e bela temas como vida/morte quanto Daytripper (publicado pela Panini), dos brasileiros e irmãos gêmeos: Fábio Moon e Gabriel Bá.

Brás de Oliveira Domingos é o narrador-personagem que nos leva através de várias linhas temporais diferentes, construindo capítulos com trajetórias e finais recheados de questionamentos. Além disso, como o próprio nome do personagem alude, há uma clara referência ao romance de Machado de Assis, Memórias póstumas de Brás Cubas. O diálogo entre as duas obras funciona como atualização dos temas, todavia, há uma leve diferença na abordagem, o que traz novos ares para as discussões.

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