Quem acompanha a literatura fantástica no Brasil possivelmente já ouviu falar em Jana P. Bianchi. Se não ouviu, é questão de tempo até o trabalho dessa campinense radicada em Paulínia alçar voos ainda maiores. E o uso da palavra “trabalho” não poderia ser mais amplo, afinal, Jana é multitarefas. Acompanhe a lista: escritora, cohostess dos podcasts Curta Ficção e Desafio Ex Machina, editora da Revista Mafagafo e colaboradora/administradora do Clube de Autores de Fantasia, uma das maiores páginas de literatura fantástica do País. Como se isso não bastasse, também é engenheira de alimentos – afastada do ofício para um ano sabático – e humana das cachorrinhas Pipoca e Paçoca. Em 2015, Jana publicou de forma independente Lobo de Rua, novela de fantasia urbana ambientada em São Paulo, cujo universo fantástico vai abrigar seu próximo romance. Menos de dois anos depois, a editora Dame Blanche abraçou o livro e promoveu seu relançamento em e-book.
A seguir, nesta entrevista exclusiva para o Conte Histórias, Jana nos fala sobre sua carreira, influências e o mercado literário brasileiro.
Conte Histórias: No Brasil, mais que profissão, ser escritor é uma paixão. Quando descobriu seu sentimento pelas histórias e pela escrita?
Jana Bianchi: Me apaixonei por histórias antes de saber ler. Com o tempo transformei essa paixão em amor, em uma coisa que persiste apesar de todos os pesares. Aprendi a ler com os meus pais (e uma cartilha Caminho Suave) em casa, antes de fazer quatro anos, pra poder ler sozinha meus gibizinhos da Turma da Mônica. Quando tinha uns seis, meus pais arrumaram um computador e me apresentaram ao mundo mágico do Word. Lembro deles falando que a partir daquele momento eu poderia escrever minhas próprias historinhas e guardá-las no computador pra sempre, e do quanto isso me fascinou (vale dizer que meus pais DE FATO guardaram minhas primeiras experiências com a escrita, elas existem até hoje). Comecei reproduzindo o que eu lia e assistia, depois passei a escrever coisas minhas. Escrever acabou virando minha brincadeira preferida — eu encarava assim mesmo, tipo “agora vou brincar de pega-pega ou de escrever?”. Depois disso, nunca parei. A escrita foi apenas assumindo significados diferentes e ganhando mais relevância ao longo da minha vida.
CH: Ainda nessa linha, quais foram as autoras e os autores que mais te influenciaram?
JB: Meu primeiro filme preferido foi A História Sem Fim, que eu assistia quase todo dia quando tinha meus cinco ou seis anos. Logo depois, a Cultura começou a passar Castelo Rá Tim Bum e eu me apaixonei de cara. Meu amor pela fantasia nasceu nessa época, e meu gosto literário — que na época era praticamente insaciável, me fazendo consumir qualquer coisa que visse pela frente — foi acompanhando essa tendência. Os livros que primeiro me fizeram pensar que gostaria de escrever algo parecido foram O Hobbit (que ganhei de Natal do meu tio nerd), o próprio A História Sem Fim, a série Fronteiras do Universo, Harry Potter e, um pouco depois, a série Discworld. Nos últimos anos do fundamental, desenterrei a biblioteca de ficção científica e horror do meu pai e li coisas tipo O Parque dos Dinossauros, Sonhos de Robô e outros contos do Asimov, Duna, Operação Cavalo de Tróia e O Exorcista. Acho que todos esses livros e seus autores influenciaram de certo modo o que eu escrevo — quando não influenciaram diretamente o estilo, a temática ou a atmosfera, me levaram até outros livros e autores que o fizeram. Descobri a fantasia nacional quando já estava na faculdade, e desde então o Eric Novello é também uma das minhas maiores influências.
CH: Como surgiu a ideia que deu origem a Lobo de Rua?
JB: Eu tinha acabado de entrar no Clube de Autores de Fantasia, um grupo de autores do Facebook. A gente falava o tempo todo sobre nossas histórias em andamento e alguém propôs uma coletânea de contos privada só pra gente apresentar nossos universos uns aos outros. Na época eu estava começando a escrever um romance ambientado no universo da Galeria Creta, e resolvi que ia aproveitar a oportunidade pra escrever algo sobre meu mito clássico preferido, o lobisomem, inserido no ambiente urbano contemporâneo. A ideia do conceito principal — um menino de rua que vira lobisomem depois de se contaminar com a licantropia, uma doença sexualmente transmissível — surgiu enquanto voltava de fretado do trabalho. Em qual circunstância uma pessoa, contaminada silenciosamente, não entenderia que estava se transformando em lobisomem todos os meses? Escolhi usar um menino de rua como protagonista depois que pensei em algumas discussões que poderiam surgir dessa junção de fatores. No universo da Galeria Creta, o lobisomem é uma fera insaciável que faz coisas terríveis e deixa toda a culpa e o remorso pra mente humana que fica aprisionada e impotente durante a transformação, mas que depois se lembra de tudo o que aconteceu. Há um certo paralelo com as coisas que as pessoas mais vulneráveis precisam fazer pra sobreviver em um país como o nosso.
CH: Você publicou Lobo de Rua de forma independente pela Amazon e durante um tempo pôde receber o feedback dos leitores. Além disso, com o contato maior com escritores e editores, sua visão sobre a história pode ter mudado em algum nível. Com essa perspectiva, como foi o processo de publicação do livro pela Dame Blanche?
JB: Eu adoro receber feedbacks, mesmo os mais críticos — só não gosto de desrespeito e falta de educação, mas felizmente nunca recebi críticas destrutivas e as construtivas me ajudaram muito a crescer e repensar meu processo criativo. Pra mim, os retornos que recebi sobre o livro já valeram a decisão de ter publicado minha primeira obra tão cedo, e apesar de todos os seus defeitos. Tive a oportunidade de mexer em algumas coisas durante a edição feita pela Dame Blanche, mas optamos por não mudar muito a história justamente porque Lobo já tinha um pequeno público e alguma repercussão, então não fazia sentido publicar um livro totalmente diferente. Mas acho que a visão que a gente tem das próprias histórias sempre vai mudar — se fosse escrever Lobo de Rua agora, ele seria um livro completamente diferente, em forma e em conteúdo. E tudo bem. Ainda tenho muito orgulho de Lobo de Rua e posso afirmar com toda a certeza que minha vida seria completamente diferente se não tivesse publicado a novela nas circunstâncias em que a publiquei.
CH: Soubemos que está trabalhando num romance ambientado no mesmo universo de Lobo de Rua/Galeria Creta. Como está o andamento do projeto?
JB: Finalmente posso dizer que vou terminar meu primeiro romance! Viva! Enquanto respondo essa entrevista, estou a umas dez ou quinze mil palavras do ponto final do primeiro rascunho do livro. O processo em si está sendo incrível, minha melhor experiência com escrita sem sombra de dúvidas. Tenho certeza de que o livro não vai ser perfeito e tampouco a melhor coisa que vou escrever na vida, mas estou totalmente engajada na missão de fazer o melhor que eu posso nesse momento. Lobo de Rua nasceu em um arroubo de inspiração e disposição — escrevi quase vinte mil palavras em um fim de semana e depois só arrumei o texto, mal mexi na história. E hoje eu sei que eu não sabia o que eu estava fazendo. Pela primeira vez, depois de muita escrita bucha de canhão, muito estudo e muita análise crítica do meu processo criativo, tenho a sensação de que agora sei minimamente o que estou fazendo. Não sei se vou conseguir publicar esse livro em algum lugar e nem o que vão achar dele, mas estou aprendendo tanto no processo que esse projeto já tem um lugar especial no meu coração e na minha carreira.
CH: Em 2017, você escreveu uma novela para uma seletiva da Tor Books, cujo tema era alta fantasia em universos que não fossem modelados segundo culturas europeias. Como foi essa experiência?
JB: A experiência foi insana, mas foi muito divertida. Foi a primeira vez que escrevi ficção em inglês, então apanhei bastante pra botar as ideias no papel. Meu inglês escrito não é dos melhores — nunca fiz aulas formais do idioma fora das aulinhas da escola fundamental, só estudei por conta própria e aprendi muita coisa na prática, no intercâmbio e depois trabalhando —, então o processo de editar o texto foi terrível. Meus betas vão pro céu com certeza! Mas eu gostei muito da história, que foi a minha primeira de alta fantasia.
CH: Você pretende voltar a se aventurar no mercado anglófono? Em sua opinião, quais as vantagens e desvantagens para um autor brasileiro buscar reconhecimento lá fora?
JB: Gostaria de voltar a escrever em inglês sim, mas com mais calma. E mais dentro da minha zona de conforto também. O texto pra Tor tem quase 30 mil palavras e pertence a um gênero ao qual não sou tão familiar, então acho que comecei tentando dar um passo muito maior que as minhas pernas. Enquanto estiver editando o romance, quero escrever contos menores em inglês. Já encontrei alguns editais abertos que me interessam bastante, contos de até cinco ou oito mil palavras. E sobre vantagens e desvantagens: um autor não-anglófono já começa em desvantagem por causa do idioma, e alguém que não esteja inserido no círculo social do mercado gringo em questão também perde em termos de networking. Mas, por outro lado, buscar reconhecimento no mercado estrangeiro é bom justamente porque lá a concorrência é maior, então os benefícios são maiores também — tanto os benefícios financeiros quanto o prestígio. Mas, obviamente, isso significa que o esforço pra chegar em algum lugar vai ser maior. Ainda não temos histórico ou precedentes pra saber se arrumar um lugar ao sol no mercado anglófono ajuda o autor a ter tanta vantagem no mercado brasileiro, mas acho que isso é uma questão de objetivos, de definir quais são os parâmetros do chamado sucesso. Eu, particularmente, torço muito pra que autores brasileiros ganhem mais espaço no mercado anglófono — mas torço também pra que nosso mercado fique cada vez mais maduro.
CH: Você é uma das autoras brasileiras que mais tem se sobressaído no meio literário. De que forma você planeja sua construção de público?
JB: Eu não acho que estou me sobressaindo, acho mais que faço parte de uma geração de autores de fantasia e ficção científica que está mudando a relação com as próprias obras e com o público. Pensando em retrospecto, acho que duas coisas contribuíram pra me colocar dentro desse grupo, e nenhuma das duas foi pensada na época — acho que eu meio que tive a sorte de fazer as coisas certas na hora certa. Uma foi ter uma primeira publicação bem curta, o que facilitou a entrada de Lobo de Rua nas disputadas listas de leitura do pessoal — muita gente já me falou que leu Lobo de Rua numa viagem de ônibus, ou começou a ler pra ver qual era e quando se deu conta já estava quase acabando. É muito difícil ver gente disposta a pegar um livro enorme escrito por uma pessoa desconhecida. A outra coisa foi aparecer sempre que possível, além de me interessar genuinamente pela carreira e pelos projetos das outras pessoas ao meu redor. Falando de presença física, eu tenho o privilégio de morar perto de São Paulo, então faço questão de ir a todos os eventos presenciais que posso, o que me permitiu entrar em contato com muita gente incrível. Virtualmente, por outro lado, fiz muitas amizades do meio pelas redes sociais e acabei aumentando minha presença participando do Curta Ficção, sobre o qual vou falar um pouquinho mais em uma das próximas perguntas.
CH: Sua participação nas redes sociais é bastante ativa. Além disso, você não se esquiva de assuntos mais polêmicos, nem de se manifestar politicamente. Pra você, qual a importância de ser uma autora que se posiciona?
JB: As pessoas encaram a escrita de maneiras diferentes, mas pra mim escrever é um ato cultural, político e social. Escrever, pra mim, é falar sobre vivências — e hoje é quase impossível viver no Brasil sem experimentar, de um lado ou de outro, os abismos sociais, a polarização política e a discriminação de minorias, pra não tocar em outros pontos delicados. Pra mim, é impossível dissociar quem eu sou do que eu escrevo, e é igualmente impossível dissociar a minha escrita dessas questões. Então, não consigo nem conceber a ideia de ser isenta no que escrevo. Sou uma mulher brasileira feminista, pró-escolha, pró-diversidade, e faço questão que isso fique claro em tudo o que eu faço — inclusive no que escrevo. Além disso, por menor que seja o meu público, acho que como autora eu alcanço e influencio mais pessoas do que alguém que não produz conteúdo. Isso só me faz encarar com mais seriedade a responsabilidade de me manifestar e me posicionar em todos os assuntos pertinentes, especialmente em tempos em que as pessoas são bombardeadas por informação vindas de todos os lados.
CH: O Curta Ficção, que você comanda ao lado do também escritor Thiago Lee, se tornou referência no meio literário. Como surgiu a ideia do podcast?
JB: O Curta Ficção surgiu como um complemento pro projeto Pacotão Literário — um projeto de bundle de ebooks nacionais que está temporariamente em hiato. O Lee criou o Pacotão e chamou a mim e ao Rodrigo Assis Mesquita pra contribuirmos. Pra manter nossa presença online enquanto uma nova edição do Pacotão era preparada, resolvemos produzir conteúdo sobre escrita e escolhemos a mídia de áudio pela facilidade de produzir e pela acessibilidade do conteúdo final. Como nós somos todos autores iniciantes e nosso maior medo era parecer os donos da razão, a gente se baseou desde o começo nesse formato de compartilhamento de experiências e entrevista de profissionais do mercado. Acho que a gente acabou complementando o conteúdo que já existia nesse nicho e, hoje, participar do Curta Ficção é uma das coisas que mais me dá orgulho e prazer.
CH: Além de podcaster, você também edita a Revista Mafagafo, publicação que reúne diversos contos divididos em quatro partes. Como tem sido essa experiência?
JB: Pode soar clichê, mas editar a Mafagafo está sendo um aprendizado enorme. Aprendi muita coisa, tanto no âmbito técnico quanto no âmbito gerencial da coisa. Em pouco mais de um ano, trabalhei com uma equipe pra desenhar um projeto, gerenciei entregas, trabalhei textos de grandes nomes da fantasia e da ficção nacionais como Eric Novello e Roberto Causo, criei e cuidei de redes sociais, fiz um site, experimentei plugins, fiz e diagramei ebooks em vários formatos, criei um processo de submissão em forma de pitching, avaliei as submissões recebidas, descobri a importância da acessibilidade da publicação, lidei com coisas que eu nem imaginava. Não fiz nada disso sozinha, pelo contrário — muita gente me ajudou e me ajuda ainda, com destaque pro Rodrigo van Kampen, editor da Revista Trasgo e um amigão. Dá muito, muito trabalho, muito mais do que parece pra quem olha de fora, mas já posso dizer que foi uma das decisões mais legais que tomei nessa carreira. Tenho alguns objetivos com a Mafagafo: fomentar o trabalho em equipe, dar oportunidade pra novos autores e disponibilizar literatura de qualidade pros leitores. Até o momento, os três estão sendo alcançados. O que mais me surpreendeu foi ver que tem muita gente produzindo coisa legal escondida por aí, mas o maior prazer foi descobrir uma comunidade muito unida e muito empolgada com iniciativas que procuram fomentar a produção de textos de qualidade aqui no Brasil.
CH: Entende que temos espaços para debates literários suficientes no Brasil?
JB: De jeito nenhum. Nós, que estamos metidos com literatura, estamos em uma bolha muito seleta. E, mesmo dentro dessa bolha, o espaço pra debate é desproporcionalmente pequeno e limitadíssimo ao eixo Rio-São Paulo, aos ambientes frequentados pelas classes mais altas da sociedade e, consequentemente, a uma maioria ilógica de homens brancos e héteros de meia-idade. A cultura como um todo está em um dos últimos lugares na escala de prioridades do brasileiro — um reflexo da desvalorização da educação, sem dúvida —, o que dá ao debate literário o status de luxo ou supérfluo. Na minha opinião, a gente precisa trabalhar a formação de uma base de leitura. Se o governo não vai fazer por nós, então a gente precisa encontrar um jeito alternativo de aumentar o número de leitores no Brasil, que é o que faz com que eu admire tanto os autores e profissionais do livro que trabalham dentro das escolas. Todos os problemas de mercado — que obviamente influenciam os espaços pra debate e a própria relevância da literatura na vida do brasileiro — só vão ser resolvidos quando o número de leitores aumentar.
CH: Em artigo para a Folha de São Paulo, Raphael Draccon alerta quem se aventura pela escrita criativa que, antes de viver disso, o autor precisa viver isso. Você tem sido muito participativa no universo literário brasileiro. Já consegue dizer que está vivendo isso?
JB: Nossa, estou vivendo a literatura como nunca. Tirei um período sabático do meu emprego como engenheira só pra me dedicar à literatura. Mas foi um movimento planejado ao longo de muito tempo, porque eu de fato ainda não consigo viver disso — e tenho plena consciência de que ainda vai demorar um bom tempo pra poder fazer essa afirmação. Eu achei que precisava viver esse meu momento no mercado literário com a maior intensidade possível, então me preparei financeiramente pra passar um tempo sem receita. É uma situação terrível que não merece glamourização nenhuma: tive um privilégio que poucos tem, e não acho que faz o menor sentido cobrar isso de qualquer outra pessoa. É vergonhoso que escrever (e mexer com livros em geral) dê tão pouco dinheiro aqui no nosso país, mas acho que é só mais um reflexo da nossa base deficiente de leitores. Mas acho que quem tem a intenção de se profissionalizar dentro da escrita precisa, sim, se envolver ao máximo com esse meio, fazendo os sacrifícios que forem possíveis e necessários. Não dá pra parar de pagar as contas, mas eventualmente a gente vai ter que deixar de comprar um tênis novo pra pagar um curso de escrita ou ir a um evento. Não dá pra ignorar a família e os amigos, mas eventualmente a gente vai ter que deixar de lado uma série ou uma ida ao cinema pra escrever.
CH: Esta é difícil: se você pudesse recomendar apenas um livro, de hoje em diante, qual seria?
JB: Nossa, é muito cruel essa pergunta! Poderia recomendar algum grande livro de não-ficção cheio de questões filosóficas, mas na hora que li a pergunta me veio à mente o livro que eu mais reli na vida, que é também um livro que eu acho que qualquer geração subsequente de escritores de fantasia deveria ler: A Bússola de Ouro (ou a Bússola Dourada, que é como chamava quando eu li). Racionalmente, não sei explicar o que me apaixonou nessa história, mas é um dos meus livros favoritos da vida. A atmosfera dele é incrível, e eu gosto muito de livros que são orientados pela atmosfera. Acho que o que faz atmosferas tão legais é justamente que não dá pra explicar, tem que experimentar.
CH: Jana, o Conte Histórias agradece a atenção dispensada e deseja muito sucesso em sua carreira. Gostaria de deixar uma mensagem para os nossos leitores?
JB: Eu que agradeço! Gosto muito do trabalho de vocês, e acho vocês todos incríveis. Foi um baita prazer conhecê-los logo no começo dessa jornada! Queria sim falar com os escritores e potenciais escritores que leem o conteúdo de vocês: o sucesso de um de nós é o sucesso de todos nós. Quanto mais gente dando certo no mercado, mais forte o mercado será — tanto pra quem escreve quanto para quem lê. Tem muita gente imatura nesse meio, assim como em tantos outros, mas a gente tem que relevar e se juntar a quem tem os mesmos objetivos que a gente. Acho totalmente normal que pessoas encarem a escrita com níveis diferentes de seriedade, mas alguns comportamentos e tendências são destrutivos e devem ser evitados por todo mundo que tem um mínimo de respeito por quem tem o desejo de trabalhar com escrita. Em um resumo bem simples: fiquem longe das tretas, torçam pelos seus pares e contribuam como puderem pra um mercado literário saudável.
Equipe Conte Histórias
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