Por: Clóvis Nicácio
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A cama quente e macia era tudo o que Ailim desejava. Sentia-se completamente recuperada, enquanto o torpor do sono cedia lugar para à realidade. A imagem do quarto ainda parecia esfumaçada e bruxuleante, mas, pelo menos, ela conseguia ver onde estava. Realmente precisava de alguns dias para recuperar a visão totalmente. A janela continuava escura. Olhando mais atentamente, viu a luz trêmula de uma estrela. Não era a visão dela falhando, era apenas a constatação de que a noite chegou. Uma lamparina acesa ajudava a formar as imagens bruxuleantes. Continuar lendo “Conto | Os almas negras – Parte 2”







