Adaptado para o cinema por ninguém menos que Steven Spielberg, “Jogador Nº1” (Editora Leya, 2015, com tradução de Carolina Caires Coelho) não é uma história convencional. Para começar, poucas obras foram capazes de reunir tantas referências à cultura pop de maneira tão orgânica quanto o romance de Ernest Cline. Em 464 páginas, o autor estadunidense conduz o leitor através de uma jornada pelo imaginário nerd com foco especial nos anos 1980.
Outro aspecto que chama a atenção é que, ainda no prólogo, Cline estabelece para o público que o protagonista, o jovem Wade Watts, alcançou parte de seu objetivo. E não é difícil para o leitor mais atento perceber que o herói teve êxito em sua missão. No entanto, apesar dessa revelação, a narrativa fisga o leitor com uma questão simples: como diabos ele conseguiu?
