Resenha | O Maior Show do Mundo2 min de leitura

Sem spoilers

Uma casa. Trinta e seis câmeras. Doze participantes. Um lugar onde não há limites. Acho que você já ouviu isso em algum lugar. O que pode parecer um clichê à primeira vista, é na verdade só o pano de fundo da nova casa mais vigiada do Brasil.

Na trama de O Maior Show do Mundo, o autor A. R. Miranda eleva a tensão do reality a um outro nível, assim que um dos participantes aparece morto em circunstâncias misteriosas. Em pouco tempo, outros participantes morrem, para pânico dos confinados e desespero da produção e da polícia. Começa aí a corrida, que dessa vez envolve não só o prêmio em dinheiro, mas permanecer vivo até o fim do jogo.

A obra opta por acompanhar Valtinho, produtor executivo do programa, em sua tentativa de conter a bola de neve que surge a partir do primeiro assassinato. Desde as loucuras do dono da emissora, que vê na situação uma oportunidade de lucrar junto aos anunciantes, até os ataques da concorrente, na qual o pastor Valfrido Teixeira usa de sua influência entre os fiéis da igreja e os políticos de Brasília para tentar acabar com o programa e até fechar a emissora.

Em ritmo frenético, a ação nunca para. O leitor mal respira após a primeira morte e, no outro dia, um segundo participante sucumbe ao assassino. Quando a história dá uma folga aos participantes, a guerra pela audiência que está sendo travada fora dos portões da casa estoura a ponto de vários funcionários da emissora sofrerem tentativas de assassinato ou sequestro.

Capa do livro O Maior Show do Mundo
Capa do livro O Maior Show do Mundo

 

A solução, devido ao histórico da justiça brasileira, pode soar um pouco inverossímil, até perfeita demais. Assim como os acontecimentos por vezes se adaptam ao que a história precisa. Como, por exemplo, a polícia permitir que o reality show permaneça no ar após a morte e hospitalização de várias pessoas, ou as câmeras da casa, que sempre estão viradas para outro canto quando alguém morre.

Casando muito bem suspense, drama e humor do início ao fim, as páginas de O Maior Show do Mundo viram-se sozinhas até seu desfecho. Portanto, para quem já pensou em ver uma versão em livro da casa mais vigiada do Brasil ou ama um thriller cheio de ação e suspense, vale a pena dar aquela espiadinha.

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Diego Vieira

Paulistano, formado em Marketing e viciado em séries. Ler é outro vicio que possui. Começou com Agatha Christie, passou por Sidney Sheldon e conheceu a obra de James Patterson, que influencia muitos de seus trabalhos em desenvolvimento. Comprou um kindle, mas não abre mão do livro físico e sempre tem um a mão. Ama contar histórias desde que aprendeu a falar e sonha viver disso. Acredita que qualquer situação pode gerar uma boa história, principalmente com uma dose de mistério e fantasia.
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